sexta-feira, 10 de abril de 2009

Cromossomo Y

A gente reclama, fala que nenhum presta , que no final, mesmo os mais comportadinhos, sempre pensam na mesma coisa. Mas o que a gente nunca quer é assumir a nossa culpa. Sim, nós mulheres somos completamente culpadas pelo comportamento masculino atual.
Se eles são uns cachorrões ordinários sem coração que vivem pensando estratégicamente em como alcançar o que temos entre as pernas, a culpa é unicamente nossa, afinal, o comportamento deles depende do nosso e eu não poderia dizer que me orgulho das atitudes de certas companheiras do meu gênero.

Existem dois tipos de situações clássicas:

a) O cara é super simpático, fofo, chega pedindo seu telefone, te chama pra sair, ir num barzinho, pegar um cinema ou simplesmente vocês começam a ficar por nenhum motivo em especial e acabam criando uma mini-ligação, um casinho. Esse é o chamado peguete fixo, step. E o que acontece com ele quando chega na famosa hora do "vai ou racha"? Se ela não ta apaixonada, ou ela vai ser má o suficiente pra fazer com que ele queira namorar, só porque ela não tem nada de mais interessante pra fazer e isso a conforta; ou então, ela fica enjoada com tanta atenção e carinho e joga ele pra escanteio.
O cara apenas pensa, "onde foi que eu errei? O que eu fiz que não a agradou?"
conclusão: ele vira mais um putão!

b) O cara chega chegando, cheio de intimidade que não tem, é ousado e sabe como falar. Após conquistar a presa do momento, ele simplesmente não sabe o que fazer e larga. Pra que tentar com a mesma vítima o passo número 2 se ele pode conseguir o passo número 1 com tantas outras sendo muito mais divertido? Esse é o famoso canalha, arrebatador de corações.
E como a menina fica depois disso? Apaixonada, simplesmente porque ele a esnobou, não se importou e não deu valor.
conclusão: ele é um putão!


Realmente, somos contraditórias, talvez seja natureza. Vai entender...
Afinal, quem quer um putão?

domingo, 22 de março de 2009

Minha Acerola

Quando seu nome, sua imagem, nossa história me vem a cabeça, não sei mais em como classificar tudo isso. Não sei o que representa pra mim agora, é confuso e nebuloso de mais. Eu tenho orgulho em saber que fui sua primeira namorada, que isso nem você nem eu vamos esquecer, assim como tenho certeza que jamais vou ter na vida um dia mais significativo que o dia 3 de Novembro de 2005, nosso aniversário de 17 anos e data de início do nosso namoro. Eu tinha muitas espectativas, você era mais do que eu achava que merecia, eu venerava você e talvez eu tenha errado aí. Tentei me controlar de mais, tentei ser quem você queria que eu fosse e não quem eu realmente era. Uma menina bobinha de mais, com medo de errar... Engraçado assumir isso, mas eu tinha certeza que o "a gente" era forte de mais pra durar naquela época. A gente tava numa fase de transição muito grande, muitos caminhos, eu sabia que você tinha medo disso, apesar de não demonstrar, eu via muita coisa pelos seus olhos. Você parecia de mais com meu pai quando falava comigo, sempre preocupado, cuidadoso e carinhoso querendo me proteger de tudo e todos. Talvez você tenha errado aí. Eu descobri que sou meio sabão sabe? Não consigo parar quieta, eu escorrego sempre.

Eu amei você mais que amei qualquer um, eu esperei você por muito tempo, eu não conseguia mais olhar pra você direito na rua, me controlava pra ser indiferente. Eu sei que você percebia. Eu sentia você. Nossa ligação sempre foi muito natural e diferente pra mim, como se sempre pudesse saber o que você no fundo pensava e queria.
Eu te esperei, e guardei suas palavras, você me disse que não queria mais voltar por medo de me perder de novo, medo de ser pra sempre. Você disse que preferia viver achando que um dia a gente podia se encontrar novamente. Nunca imaginei poder ouvir isso, é bonito né? Mas minha insegurança dizia que era conversinha boba, que era mais um truque de meninos-principes.

Por isso te esperei, esperei ficar no ponto pra você. E você apareceu? Me decepcionei comigo, por não ser quem você queria. Me decepcionei comigo, por não conseguir ter você mais pra mim. Me decepcionei comigo, por não conseguir esquecer você assim.
Me decepcionei com você, por me dar esperanças.

E sabe por que não sei mais classificar tudo isso? Porque não sei mais onde eu enfiei tudo isso em mim, não sei mais julgar, me sinto um zumbi, incapaz de sentir.
E talvez seja melhor assim...

sábado, 14 de março de 2009

Caminhos

E daqui em diante eu vejo tudo em branco. Eu ainda posso ser quem eu quiser, só tenho 20 anos e me comporto como se tivesse uns 50 algumas vezes. Posso me formar e ir pros Estados Unidos, ou voltar pra Alemanha e trabalhar e depois fazer pós ou whatever.. Posso ficar aqui e resolver voltar firme pro teatro e fazer escola de circo, posso começar a trabalhar em alguma empresa com Marketing e continuar estudanto planejamento. Eu ainda não sei quem eu sou e quem vou ser. Minha vontade às vezes é pegar o controle remoto, igual ao filme "Click", e adiantar um pouquiiiinho só, de leve, só pra saber se vou ser feliz. Queria saber se vou casar, ter meus filhos, onde vou morar, qual vai ser a cor do meu quarto, do meu cabelo, meu peso, quem vai ser meu marido, e onde meus pais vão estar...

Só de saber que eu ainda posso ser quase todo mundo, que se eu quiser eu posso ser até hippie, isso me anima e me desanima. Ainda não sei qual direção tomar, o tempo vai passando e tenho medo de ser frustrada, angustiada. Já desisti de tantas coisas, pra outras não tive forças. Nem sempre essa historinha de que tudo vai dar certo funciona e nem sempre somos os super-heróis. Porém, acredito fielmente no "... e todos foram felizes para sempre".

Não importa exatamente como, ou onde, o que importa é se vou conseguir chegar lá. E eu só queria um endereço...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Falta

Hoje é sexta-feira? Específicamente 13, e ninguém se importou em me contar? Ou será que a má sorte resolveu me perseguir pra dar umas boas risadas? Dizem que chamá-la pelo nome, Azar, só a atrai MAIS.. ops!
Não sei que porra me consumiu hoje, ou o que tiraram de mim, mas tudo que teve oportunidade de dar errado, simplesmente deu. Não sou fumante, o meu estresse é, mas por que diabos ele iria vomitar por causa de um simples cigarrinho Vogue? Cigarro desprezível! Preguiça de existir, vontade de consumir o mundo! Como eu posso ser tão contraditória e compartilhar a mesma carne?
Se pelo menos eu tivesse certeza que tenho dupla personalidade, talvez me sentisse mais importante.. Vaidade. Ser humano maníaco.
Por que alguém me escolheria? Por que dentre todas as pessoas da rua, olhariam logo pra mim? Por que dentre todos os candidatos, eu venceria? Por que dentre todas as boas pessoas, eu seria a mais amada? Por que eu? Será que as pessoas sortudas se perguntam isso todos os dias antes de deitar no travesseiro? Vivo esperando uma coisa que não sei o que é, talvez apenas uma compreensão de que nada virá e de que tudo depende de mim.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Reflexão

Eu me classifico como intensa. Considero essa a fonte primária de todos os meus defeitos, pelo menos a dos mais preocupantes. Queria me oferecer pra ele. Não me refiro a essa maneira chula e vulgarzinha com as quais as mulheres baixas se comportam, me refiro a me doar, me entregar como um presente de natal da vovó que mima tanto o netinho. Queria mergulhar nele de cabeça sem me preocupar se a pedra do coração dele iria me fazer sangrar. Um pouco de drama não faz mal a ninguém, pelo menos não as mulheres. Não acredito muito nas leis dos relacionamentos, acho que cada tipo, seja esse entre pais e filhos, amigos, namorados, deve ter os limites e os acordos estabelecidos como um acordo de paz: onde tudo que compõe a relação seja aceita por ambas as partes de forma a manter o equilíbrio e a felicidade. Pensei no que ele poderia querer e no que eu quero. Pensei que anulei por muito tempo em mim a vontade de assumir querer ele, era muito mais fácil eu acreditar que não sentia mais nada, que nunca teria dado certo, que tudo que tivemos foi um mero erro de sistema. Não, eu sei que ele não é o amor da minha vida, que eu realmente não gosto dele, que eu posso me controlar facilmente e não deixar isso voltar e, principalmente, que ele não gosta também e jamais vai voltar a gostar de mim. Mas a idéia de saber que ele ainda sente desejo por mim é quase irresistível, me faz querer tirar a roupa! Por que não deveria tirar a roupa pra uma pessoa que eu amei? Por que não deveria ficar perto de uma pessoa que me confortava? Por mais que não "sejamos" mais nada, sei que a lealdade ainda predomina, que nosso carinho e respeito é mútuo e isso é muito maior do que muita coisa pra mim, e ainda me faz querer tirar a roupa! Por que não posso criar o nosso tipo de relação? Por que não impor leis como "nunca se apaixone" para sermos felizes? Eu continuaria com minha vida. Ele com a dele. Seríamos felizes com nossas regras. Nunca se apaixone.